Ricardo Nucci — Uncover
Resposta do Ricardo às perguntas estruturais, mapeada no modelo de posicionamento. Onde a fala original cobriu mais de uma pergunta, o trecho foi reatribuído à pergunta correspondente.
Resposta original Texto integral do Ricardo
Texto integral do Ricardo
A Hardcover nasce para dar forma a uma comunidade que já existe, mas está dispersa: gente de martech, ciência de dados e pessoas interessadas em inferência causal. É um grupo que hoje não tem um ponto de encontro claro — nem online, nem offline, nem editorial.
Esse leitor é um "nerd cool", com repertório cultural, meio outsider, curioso, às vezes até um pouco raivoso com o estado das coisas. Já passou pelo hype do "data driven" e hoje é mais cético, porque viu dados sendo usados de forma errada. Se interessa por causalidade, experimentação e também tangencia sistemas complexos e filosofia.
A Hardcover quer unir esse grupo a partir de um território bem definido: marketing baseado em evidência. Não como algo abstrato, mas aplicado — alinhado com o objetivo de negócio da Uncover.
O catálogo nasce com títulos como How Brands Grow 2 (Byron Sharp), The Book of Why (Judea Pearl) e The Long and the Short of It (Binet & Field), e se inspira em uma linha mais ampla de obras como Causal Inference for the Brave and True, Causal Inference: The Mixtape, Trustworthy Online Controlled Experiments e Experimentation Works. É um repertório centrado em causalidade, experimentação e estatística aplicada.
O selo deve ter uma tese clara (ainda a ser sintetizada em uma tagline forte) e ocupar um espaço que hoje está vazio: a interseção entre marketing e ciência com coerência editorial. Hoje existem livros isolados, mas não existe um catálogo organizado nesse território, especialmente em português.
A Hardcover é um "filho" da Uncover: carrega seu DNA científico e cultural, mas com personalidade própria. Para a empresa, é um asset incomparável (inclusive via direitos autorais). Ao mesmo tempo, conta com a Aboio como parceira editorial para viabilizar produção, direitos e distribuição.
Existe também uma ambição offline importante: livros como objeto, eventos, experiências — não só conteúdo digital. O lançamento ideal seria algo barulhento, com estilo, usando figuras como Les Binet para marcar posição no mercado.
No longo prazo, além de traduzir obras relevantes, a Hardcover quer publicar conteúdo original brasileiro, inclusive acadêmico.
No fundo, a Hardcover existe porque a Uncover é uma empresa científica — e ciência se faz com estudos, e estudos se consolidam em livros — mas também porque é uma empresa com repertório cultural, que quer se expressar para além do online.
Identidade do selo
Premissas estruturais sobre quem é a Hardcover, para quem ela publica, e como ela se apresenta.
O livro serve a uma comunidade que já existe ou para construir uma nova? Que leitores inesperados a Hardcover pode descobrir?
Um livro Hardcover é o artefato que a comunidade Uncover já deseja, ou uma porta de entrada para quem não a conhece? E além do núcleo óbvio — que públicos adjacentes ou aspiracionais podem ser alcançados?
Comunidade que já existe, mas está dispersa: gente de martech, ciência de dados e pessoas interessadas em inferência causal. Hoje não há ponto de encontro claro — nem online, nem offline, nem editorial. A Hardcover dá forma a esse grupo a partir de um território bem definido: marketing baseado em evidência, aplicado e alinhado ao objetivo de negócio da Uncover.
Quão explícita deve ser a tese editorial?
O catálogo já implica uma tese: pensamento quantitativo é bonito e consequente. A Stripe Press diz abertamente "ideas for progress". A Hardcover quer uma tagline igualmente explícita?
Sim. O selo precisa de uma tese clara — ainda a ser sintetizada em uma tagline forte — que ocupe um espaço hoje vazio: a interseção entre marketing e ciência com coerência editorial. Existem livros isolados, mas não há catálogo organizado nesse território, especialmente em português.
Qual é a relação entre a Hardcover e as empresas que a criaram?
A Hardcover nasce da Uncover (martech/MMM) e da Aboio (editorial/literário). Quanto de cada marca deve aparecer — ou não aparecer — no selo? A Hardcover herda credibilidade ou precisa construir a própria?
A Hardcover é um "filho" da Uncover: carrega seu DNA científico e cultural, mas com personalidade própria. Para a Uncover é um asset incomparável — inclusive via direitos autorais. A Aboio entra como parceira editorial para viabilizar produção, direitos e distribuição.
Conteúdo original — sim ou não?
Todos os títulos atuais são traduções. A Hardcover está aberta a publicar conteúdo original brasileiro — acadêmicos, ensaístas, ou livros coletivos?
Sim. No longo prazo, além de traduzir obras relevantes, a Hardcover quer publicar conteúdo original brasileiro, inclusive acadêmico.
Posicionamento e distribuição
A seção mercadológica. Como a Hardcover chega ao mundo e quem a recebe.
Quem vocês convidariam para o primeiro lançamento da Hardcover? Como imaginam esse evento?
O evento de lançamento é a primeira declaração pública do selo. A lista de convidados e o formato dizem tanto sobre a marca quanto o catálogo.
Existe uma ambição offline importante: livros como objeto, eventos, experiências — não só conteúdo digital. O lançamento ideal seria algo barulhento, com estilo, usando figuras como Les Binet para marcar posição no mercado.
Quais veículos e formadores de opinião vocês gostariam de ver comentando um livro da Hardcover?
Imprensa, newsletters, podcasts, perfis — quem valida o selo aos olhos do público que queremos alcançar?
Não coberto na resposta
O que vocês esperam que a Hardcover construa para a Uncover? E para o mercado?
A Hardcover serve a Uncover como ferramenta de marca, mas também pode ter impacto próprio no mercado editorial. Qual é a ambição em cada frente?
Para a Uncover: um asset incomparável — expressão de uma empresa científica e culturalmente carregada, que quer se manifestar para além do online, inclusive via direitos autorais. Para o mercado: ocupar um espaço hoje vazio — a interseção entre marketing e ciência com coerência editorial, algo que não existe como catálogo organizado em português.
Considerando tudo o que foi dito acima: descreva quem é o leitor da Hardcover — onde vive, do que se alimenta, do que sente falta.
Agora que você já pensou no evento, na imprensa e na ambição — quem é essa pessoa? Perfil profissional e pessoal. O que consome, o que a frustra, o que a atrai.
Um "nerd cool", com repertório cultural, meio outsider, curioso, às vezes até um pouco raivoso com o estado das coisas. Já passou pelo hype do "data driven" e hoje é mais cético — viu dados sendo usados de forma errada. Se interessa por causalidade, experimentação, e tangencia sistemas complexos e filosofia. Vem de martech, ciência de dados ou inferência causal, e sente falta de um ponto de encontro — online, offline ou editorial.
Gosto e desejo
O que vocês gostam de ler e que a Hardcover deixou de publicar por não ter existido para competir?
Cite 5 a 10 livros, já publicados no Brasil, que vocês queriam ter publicado.
Não precisam ser do nicho da Hardcover. A resposta revela o gosto editorial e a ambição estética do grupo.
A resposta aparece como repertório do catálogo desejado, não como lista de obras já publicadas no Brasil: How Brands Grow 2 (Byron Sharp), The Book of Why (Judea Pearl), The Long and the Short of It (Binet & Field), Causal Inference for the Brave and True, Causal Inference: The Mixtape, Trustworthy Online Controlled Experiments e Experimentation Works. Centro de gravidade: causalidade, experimentação e estatística aplicada.
De todas as perguntas, a pergunta
Usando todas as informações coletadas até agora...
Por que a Hardcover publica livros?
A resposta mais importante. Tudo o que foi dito antes é contexto para chegar aqui.
Porque a Uncover é uma empresa científica — e ciência se faz com estudos, e estudos se consolidam em livros. E também porque é uma empresa com repertório cultural, que quer se expressar para além do online.