Pular para o conteudo principal
HARDCOVER
Voltar ao posicionamento Perspectiva

Allan Nascimento — Uncover

Respostas do Allan ao questionário de posicionamento via Google Forms (17 abr 2026), mapeadas no modelo de posicionamento. Perguntas não cobertas ficam sinalizadas.

1/4

Identidade do selo

Premissas estruturais sobre quem é a Hardcover, para quem ela publica, e como ela se apresenta.

01

O livro serve a uma comunidade que já existe ou para construir uma nova? Que leitores inesperados a Hardcover pode descobrir?

Um livro Hardcover é o artefato que a comunidade Uncover já deseja, ou uma porta de entrada para quem não a conhece? E além do núcleo óbvio — que públicos adjacentes ou aspiracionais podem ser alcançados?

O uso intensivo da IA tem feito muita gente repensar suas consequências para a cognição — somado ao que já se discute sobre telas e algoritmos. Para além do resgate do analógico (vinil, DVD, telefones não-smart, câmera de filme), deve existir um movimento forte de pessoas se desafiando intelectualmente, querendo conhecer assuntos em profundidade e ganhar autoridade para falar de dados e construção de marcas com viés científico. No cenário ideal, queria ser descoberto por pessoas em busca do anti-coach, do anti-plot twist, do anti-algoritmo. O povo do mercado financeiro ama os livros do Taleb — queria que a Hardcover encontrasse pessoas dispostas a amar autores técnicos com a mesma entrega.

02

Quão explícita deve ser a tese editorial?

O catálogo já implica uma tese: pensamento quantitativo é bonito e consequente. A Stripe Press diz abertamente "ideas for progress". A Hardcover quer uma tagline igualmente explícita?

Não coberto na resposta

03

Qual é a relação entre a Hardcover e as empresas que a criaram?

A Hardcover nasce da Uncover (martech/MMM) e da Aboio (editorial/literário). Quanto de cada marca deve aparecer — ou não aparecer — no selo? A Hardcover herda credibilidade ou precisa construir a própria?

Não coberto na resposta

04

Conteúdo original — sim ou não?

Todos os títulos atuais são traduções. A Hardcover está aberta a publicar conteúdo original brasileiro — acadêmicos, ensaístas, ou livros coletivos?

Não coberto na resposta

2/4

Posicionamento e distribuição

A seção mercadológica. Como a Hardcover chega ao mundo e quem a recebe.

05

Quem vocês convidariam para o primeiro lançamento da Hardcover? Como imaginam esse evento?

O evento de lançamento é a primeira declaração pública do selo. A lista de convidados e o formato dizem tanto sobre a marca quanto o catálogo.

Pessoas da academia que pesquisam semiótica, futurismo, antropologia do consumo, branding etc. — gente que tem suas comunidades, com orientandos e alunos, e é mais "midiática" que o padrão médio do pesquisador brasileiro. Iria na turma que ensina nos masters da ESPM, da FGV Comunicação (que com o Itaú criou um mestrado em Cultura de Dados voltado para comunicadores), Media Lab (UFRJ), Insper, IDP, FEA, IME, ECA-USP. Alguns dos livros que queremos trazer talvez não tenham fit perfeito com parte desse público, mas é um bom ponto de partida para reverberar a proposta da editora.

06

Quais veículos e formadores de opinião vocês gostariam de ver comentando um livro da Hardcover?

Imprensa, newsletters, podcasts, perfis — quem valida o selo aos olhos do público que queremos alcançar?

Quatro Cinco Um (que eventualmente comenta obras técnicas sobre dados, matemática etc. — uma das matérias por lá foi uma seleção de livros feita pela Data Privacy Brasil). Brazil Journal e NeoFeed também têm espaço para resenhas técnicas e livros de business. E pessoas que podem escrever sobre temas do universo Hardcover: Silvio Meira, Bia Granja, Ronaldo Lemos, Diego Cortiz.

07

O que vocês esperam que a Hardcover construa para a Uncover? E para o mercado?

A Hardcover serve a Uncover como ferramenta de marca, mas também pode ter impacto próprio no mercado editorial. Qual é a ambição em cada frente?

A Uncover fala em Simplify Complexity, mas a sensação é que alcançamos mais pessoas quando somos mais técnicos. A editora seria um reforço importante do ponto de vista intelectual e educativo para o que estamos propondo ao mercado: somos cientistas dizendo que fazer ciência importa para sua vida, sua empresa, seu dinheiro. A Hardcover seria uma das trilhas para essa mensagem.

08

Considerando tudo o que foi dito acima: descreva quem é o leitor da Hardcover — onde vive, do que se alimenta, do que sente falta.

Agora que você já pensou no evento, na imprensa e na ambição — quem é essa pessoa? Perfil profissional e pessoal. O que consome, o que a frustra, o que a atrai.

Um nerd que assiste The Bear e vai ao C6 Festival ver o Wilco, ou talvez esteja no show do AC/DC. Sente falta de ter outras pessoas comentando assuntos mais cabeçudos no dia a dia. Na Uncover, o ICP perfeito seria o Felipe Angelim — Staff Data Engineer carioca que fez parte da graduação em Lyon e gosta de Platão. Foi a única pessoa fora das conversas da Hardcover que escreveu espontaneamente para falar da editora.

3/4

Gosto e desejo

O que vocês gostam de ler e que a Hardcover deixou de publicar por não ter existido para competir?

09

Cite 5 a 10 livros, já publicados no Brasil, que vocês queriam ter publicado.

Não precisam ser do nicho da Hardcover. A resposta revela o gosto editorial e a ambição estética do grupo.

A Máquina do Caos seria um livro a publicar, mas traria conflitos para a Uncover por causa do nosso posicionamento agnóstico em relação às redes — gostaria de ser lido por quem leu ele e também leu Limite de Caracteres. Tenho muita vontade de ler How Brands Grow por tudo o que falam sobre. Da pós em jornalismo de dados, ficaram recomendações enviesadas (preciso que a Hardcover exista para eu virar uma pessoa mais técnica): A Arte da Estatística (David Spiegelhalter) e Como Mentir com Estatística (Darrell Huff, 1954, para leigos, sobre os riscos de usar dados de forma inadequada). Storytelling com Dados é beabá, mas ótimo, virou referência — pode ser outro nicho a explorar.

4/4

De todas as perguntas, a pergunta

Usando todas as informações coletadas até agora...

10

Por que a Hardcover publica livros?

A resposta mais importante. Tudo o que foi dito antes é contexto para chegar aqui.

A Hardcover publica livros para quem pensa ciência, tecnologia e mercado com densidade. Num momento em que todo mundo pede para a IA resumir e topificar assuntos, a gente vai noutro sentido — dando base para quem quer encontrar nos livros os elementos para tomar decisões e construir ideias próprias.